TWENTIETH CENTURY FOX
Apresenta
Uma Produção BLUE SKY STUDIOS
Um Filme de CARLOS SALDANHA
("Ice Age: Dawn of the Dinossaurs")
Uma Distribuição FOX FILM DO BRASIL
Para ter acesso a informações de divulgação e fotos:
www.foxprensa.com
Para informações sobre outros lançamentos da Fox:
www.foxfilm.com.br
Site Oficial do Filme:
www.aeradogelo3.com.br
A ERA DO GELO 3
“Ice Age: Dawn of the Dinossaurs”
• ELENCO - ORIGINAL
Manny RAY ROMANO
Sid JOHN LEGUIZAMO
Diego DENIS LEARY
Buck SIMON PEGG
Ellie QUEEN LATIFAH
• ELENCO - BRASIL
Manny DIOGO VILELA
Sid TADEU MELLO
Diego MÁRCIO GARCIA
Buck ALEXANDRE MORENO
Ellie CLÁUDIA JIMENEZ
• FICHA TÉCNICA
Diretor CARLOS SALDANHA
Co-Diretor MICHAEL THURMEIER
Roteiristas MICHAEL BERG,
PETER ACKERMAN, MIKE REISS
& YONI BRENNER
Produtores LORI FORTE,
& JOHN C. DONKIN
Produtores Executivos CHRIS WEDGE,
História de JASON CARTER EATON
Editor HARRY HITNER
Desenhista de Personagens PETER DE SÈVE
Música de JOHN POWELL
Diretor de Arte MICHAEL KNAPP
A ERA DO GELO 3
(ICE AGE: DAWN OF THE DINOSAURS)
Animação em computação gráfica
Lançamento: 1º de julho de 2009
Diretor: Carlos Saldanha
Co-diretor: Mike Thurmeier
Roteiristas: Michael Berg & Peter Ackerman
Produtores: Lori Forte, John Donkin
Elenco (vozes originais de): Ray Romano, Queen Latifah, John Leguizamo, Denis Leary
Elenco (vozes dubladas no Brasil de): Diogo Vilela, Cláudia Jimenez, Tadeu Mello, Márcio Garcia
SINOPSE
Nossos heróis da era glacial, dos sucessos de bilheteria A Era do Gelo e A Era do Gelo 2, estão de volta numa incrível aventura. Scrat continua tentando agarrar a noz fujona (e nesse processo, talvez acabe encontrando o verdadeiro amor); Manny e Ellie esperam o nascimento de seu bebê mamute; a preguiça Sid forma sua própria família adotiva seqüestrando alguns ovos de dinossauro; e Diego, o tigre dentes-de-sabre, se pergunta se não está ficando molenga demais devido à convivência com seus amigos.
Em uma missão para resgatar o azarado Sid, a turma se aventura por um misterioso mundo subterrâneo, onde dão de cara com dinossauros, lutam contra plantas carnívoras de fúria assassina e conhecem uma destemida doninha de um olho só, caçadora de dinossauros, chamada Buck.
SOBRE A PRODUÇÃO
A Era do Gelo 3 tem tudo que o público adorou nos dois filmes anteriores, só que com mais comédia, ação e paisagens espetaculares, além da magia do cinema 3D. Nossos queridos heróis estão presentes, e são apresentados também novos personagens encantadores.
Outra novidade neste terceiro filme da franquia é um fantástico e imenso mundo subterrâneo povoado por dinossauros. Esse mundo luxuriante contrasta fortemente com o visual invernal dos dois primeiros filmes, superando a vastidão do período glacial acima dele. É uma terra de perigos, criaturas gigantescas, plantas que devoram mamíferos, uma doninha aventureira, uma astuta esquilo-rato para fazer par romântico com Scrat, a Scratita, e regiões com nomes como Abismo da Morte e Placas do Desastre. Até o mamute Manny sente-se insignificante nesse mundo enorme. “Quando os dinossauros aparecem, Manny deixa de ser o ‘rei da floresta’”, conta o comediante Ray Romano, que volta a dublar o mamute lanoso mais famoso do cinema.
Esse novo mundo se origina do desejo dos realizadores de colocar os personagens em situações diferentes e dar a eles desafios inesperados em cada filme. “Sempre queremos ver até onde podemos levar os personagens”, explica Lori Forte, que, em 1999, teve a idéia de criar A Era do Gelo e produziu os três filmes. O diretor Carlos Saldanha, acrescenta: “A Era do Gelo 3 é o mais ambicioso dos três filmes. Jogamos nossos heróis – que apenas conhecem a era glacial e uma época de derretimento – em um mundo com o qual não estão preparados para lidar”. O co-diretor Michael Thurmeier diz que o filme traz um olhar novo, mais amplo. “Ele é quase um filme de gênero, e achei isso muito interessante. Continua sendo uma comédia inteligente, centrada nos personagens, porém o mundo subterrâneo e os personagens dão um tom de épico e aventura que é novo na franquia A Era do Gelo”.
A grande aventura tem início na área familiar: a família formada pelo mamute Manny, sua esposa Ellie (que está esperando um mamutezinho), a preguiça Sid, o tigre dentes-de-sabre Diego, e os gambás Crash e Eddie está mudando, já que cada um encontra seu lugar na família. “Queríamos manter o conteúdo emocional dos filmes anteriores, com Manny, Sid e Diego passando por mudanças significativas, e a continuação do desenvolvimento do relacionamento entre eles”, diz um dos roteiristas, Michael Berg. “Ao longo dos anos, adquirimos tanta intimidade com os personagens, que realmente nos importamos com eles e queremos que sejam bem-sucedidos, sejam quais forem as mudanças que atravessem”, completa outro roteirista, Peter Ackerman.
Manny, o líder do grupo, está se preparando para encarar um novo desafio: a paternidade. E ele está levando isso a sério até demais, chegando a tentar tornar a própria natureza totalmente segura para um bebê, removendo inúmeras pedras, galhos e outros “riscos” em potencial. Uma preparação exagerada para a paternidade é algo com que o alterego de Manny, Ray Romano, se identifica. “Não foi muito diferente na minha própria vida. Faz parte do processo ficar maluco com os preparativos”, admite o ator.
Mas o casamento não é problema para Manny, que está completamente apaixonado por Ellie, tendo superado um início espinhoso no relacionamento em A Era do Gelo 2. “É um casamento típico e feliz”, classifica Romano. “Manny e Ellie estão prontos para formar uma família, o que é perfeitamente natural”.
Romano gostou da evolução emocional de Manny no decorrer dos três filmes. “No primeiro, ele era uma espécie de misantropo, e muito briguento. Aos poucos, Manny fez amizades, encontrou o amor e se tornou mais equilibrado”.
A gestação dos mamutes dura 18 meses, tempo suficiente para Ellie se preparar para a chegada do bebê. Ela sempre foi ativa e independente, então embora Manny peça para ela pegar mais leve, Ellie não diminuiu seu ritmo. “Manny e Ellie reagem de forma oposta à paternidade iminente”, diz Queen Latifah, que volta a dublar Ellie, depois do segundo filme. “Manny fica nervoso e neurótico, tentando garantir que tudo esteja perfeito e seguro para o filhote. Ellie fica mais maternal e começa a assumir o papel de matriarca de sua família de amigos”.
“A Ellie é o cérebro do relacionamento, e o Manny, os músculos”, resume Romano.
Os animadores que ajudaram a dar vida a Ellie procuraram a melhor maneira de retratar a gestação. “Não queríamos que ela se sentisse pesada”, diz o principal animador, Juan Carlos Navarro-Carrión. “Ela continua sendo a personagem cheia de vida e voluntariosa que conhecemos em A Era do Gelo 2, e queríamos manter essa energia. Decidimos que a barriga não se mexeria muito, apenas estaria lá, e não ia deixá-la mais lenta. A gestação do filhote requer uma negociação cuidadosa entre espaço e movimento, para proteger a barriga e o filhote, e também levamos esse aspecto em consideração”.
A gestação de Ellie deixa Manny tão preocupado que ele não se dá conta de que seus amigos também estão enfrentando os próprios desafios. Sid, que tem uma relação de irmão mais novo com Manny, acha que Manny não quer deixá-lo fazer parte da sua nova família. Então, quando Sid encontra três enormes ovos numa caverna, ele decide formar sua própria família. Manny pede que Sid devolva os ovos, mas Sid insiste em adotá-los, e em pouco tempo três lindos bebês dinossauros saem dos ovos. Apesar de os filhotes de dinossauro terem o dobro do tamanho de Sid, eles imediatamente o aceitam como mãe e passam a imitar todos os seus movimentos, tornando-se “mini-Sids”. O instinto paternal de Sid aflora totalmente, porém a mãe dos filhotes – uma tiranossauro-rex gigantesca – não gosta muito da ideia. As coisas se complicam ainda mais – como sempre acontece quando se trata de Sid –, lançando a todos em uma aventura num inacreditável mundo subterrâneo.
Enquanto a relação de Sid com Manny e sua família se modifica, e suas aventuras acontecem em ambientes novos para eles, o que permanece inalterado é a tendência do personagem para aprontar, seu desejo de ser levado a sério, e seu grande coração. “Sid é todo sentimental…e doidinho, e é assim que gostamos dele”, diz Queen Latifah, sorrindo.
Ao criar a voz de Sid, John Leguizamo deu a ele um inesquecível ceceio lateral, pois o ator soube que as preguiças armazenam alimentos nas bochechas. Neste terceiro filme, Leguizamo traz de volta a voz inconfundível, e também encontra formas originais de acrescentar outras nuances ao personagem. “Sid quer ser levado a sério, ser respeitado, tratado como adulto”, explica Leguizamo. Neste filme, Sid encara os fantásticos desafios de criar um trio de filhotinhos de tiranossauro-rex. “Bem, para começar, os ovos são maiores que ele, que precisa carregá-los. E eles não comem o mesmo que Sid, que é vegetariano, ao passo que os filhotes são carnívoros. Sabe, é tão difícil quanto criar filhos de qualquer espécie. Boa sorte para quem tentar!”
Melhor amigo de Manny, o tigre dentes-de-sabre Diego está atravessando um outro tipo de crise: ultimamente ele tem se sentido mais um gatinho do que um felino amedrontador, e teme que o fato de ter se juntado ao grupo o esteja fazendo perder a ferocidade. Em vez de participar dos preparativos para a chegada do bebê, Diego sai em busca de aventuras, perguntando-se se não é hora de deixar o grupo. “Ele vai se separar do grupo e partir sozinho”, conta o ator e comediante Denis Leary, que atua na série Rescue Me, e que dublou Diego pela terceira vez. “Diego também tem ótimos momentos com Ellie num momento importantíssimo para ela, e foi muito divertido interpretar isso”.
Leary continua encantado com o amplo apelo da franquia, após ter presenciado isso quando os dois filmes anteriores foram exibidos. “Eu estava com adultos, adolescentes, crianças, e todos se divertiram à beça”, ele recorda. E quanto à ideia de um mundo secreto, oculto sob o gelo? Leary, que é um ávido jogador e fã de hóquei, adorou: “Para mim, especificamente, sempre que houver gelo vou querer estar em cima dele, não debaixo dele”.
O personagem que complementa nosso familiar quarteto de heróis, é o azarado porém incansável esquilo-rato pré-histórico Scrat, cuja razão de viver é uma bolota fujona. Ele é obcecado por bolotas. Os guinchos e grunhidos desesperados do personagem voltam a ser dublados por Chris Wedge, que dirigiu A Era do Gelo e foi produtor executivo das duas sequências.
Inicialmente idealizado como um personagem periférico, a impressionante popularidade de Scrat no teaser trailer do primeiro filme levou os realizadores a dar mais espaço a ele. A Era do Gelo 3 explora novas atitudes e frustrações de Scrat, pois sua busca não chegou ao fim. Scrat não só provoca o derretimento do gelo como também a consequente enchente, mas acaba salvando a todos. Ele também mostrou surpreendentes movimentos de artes marciais ao enfrentar o peixe assassino que atravessou seu caminho.
A Era do Gelo 3 dá mais destaque a Scrat, dando-lhe uma rival na caça à bolota, uma voluntariosa e atraente fêmea de esquilo-rato chamada Scratita. A guerra dos sexos entre eles promove cenas engraçadas, de ação e sobretudo românticas. O amor que surge entre eles, bem como a briga pela bolota, caminham lado a lado, e culminam numa cena em que eles brigam e depois dançam tango ao som do clássico de Lou Rawls, “You’ll Never Find Another Love Like Mine”. O diretor Carlos Saldanha recorda: “Quando planejamos a cena, pensamos, ‘Tudo bem, eles estão brigando pela bolota. O que podemos fazer para tornar uma briga comum uma cena romântica, sem deixar de ter muita ação?’” A sequência resultante, como tantas outras, reflete o desejo dos realizadores de inovar neste terceiro filme. Até mesmo a causa da disputa, a bolota, adquire mais importância no filme, com uma canção sentimental baseada em “Alone Again (Naturally)” de Gilbert O’Sullivan, com letra especial composta por um dos roteiristas, Yoni Brenner.
Scratinha, como os demais personagens de A Era do Gelo, foi desenhada por Peter de Sève, que tem trabalhado nos filmes da franquia desde o início. Ele a fez fisicamente parecida com Scrat, mas com diferenças importantes. “A Scratita é mais inteligente que o Scrat. É mais refinada e evoluída”, ele revela.
Karen Disher, que comanda o departamento de história do filme, é quem dubla Scratita. Mas suas responsabilidades ultrapassaram o campo da dublagem. A trama principal tem roteiro de Michael Berg, Peter Ackerman, Mike Reiss e Yoni Brenner, a partir da história de Jason Carter Eaton; e o departamento de história, trabalhando de perto com Saldanha, criou as cenas com Scrat e Scratita. Disher e sua equipe assumiram a tarefa de inventar novos desafios para o adorado esquilo-rato. “Trabalhar nas cenas de Scrat e Scratita foi a animação em forma pura”, ela declara.
Outro novo personagem é Buck, uma excêntrica doninha de um olho só, meio desvairada, que cai acidentalmente no mundo subterrâneo, onde teve o azar de deparar com Rudy, um dinossauro albino aterrorizante que arrancou um de seus olhos – Buck arrancou um dos dentes dele – em seu primeiro e fatídico encontro. Tal como o capitão Ahab de Moby Dick, Buck dedicou sua vida a vingar-se da gigantesca criatura que o feriu. “Adoramos a ideia de um aventureiro, um sujeito que vai parar por engano naquele lugar, e descobre seu destino em função da obsessão com o dinossauro Rudy”, comenta Saldanha. “Isso lhe dá um objetivo, um diferencial e um certo humor”. Um dos roteiristas, Michael Berg acrescenta: “Buck tem um jeito de se automitificar, e isso o faz engraçado e excêntrico”.
Um mamífero solitário em meio a lagartos gigantes, Buck viveu isolado durante muito tempo, talvez tempo demais; ele conversa com árvores e arbustos. Yoni Brenner, roteirista, observa que descobrir a origem do comportamento esquisitão de Buck era uma prioridade. “Carlos [Saldanha] deixou claro que precisávamos encontrar uma razão para a maluquice de Buck. O comportamento dele tinha de ter alguma lógica. Ele tinha de ser não apenas engraçado, mas coerente”, ele explica.
O roteirista Peter Ackerman acrescenta que quanto mais convivia com o personagem, mais questões surgiam demandando respostas. “Você se pergunta, afinal, quem é esse cara? O que está fazendo no mundo subterrâneo? Como os recém-chegados personagens de A Era do Gelo o afetarão? Ele vai querer juntar-se a eles?”
Buck tem uma vantagem anatômica ao lidar com o ambiente hostil e com seu arquiinimigo Rudy; o desenhista de personagens Peter de Sève e os animadores, sob a supervisão de Galen Tan Chu, fizeram o personagem superflexível e ágil. “Buck é meio maluquinho, mas também bastante atlético, então lhe demos a capacidade de girar como um parafuso, dar guinadas e se esticar”, diz Peter de Sève. O fato de ter apenas um olho o torna ainda mais cativante, porém representou alguns desafios para os animadores.
Ao escalar o dublador, os realizadores desejavam uma voz que se destacasse em relação aos personagens já conhecidos. “Cada personagem nos filmes da franquia tem uma voz marcante, mas todas combinam”, ressalta a produtora Lori Forte. O escolhido foi o ator inglês Simon Pegg. “Simon tem um ótimo timing para a comédia, e seu trabalho deu um sabor todo diferente ao Buck. Queríamos que o personagem transmitisse um nível de conhecimentos e experiência que ainda não tivesse sido ouvido em A Era do Gelo. Pegg, que faz o papel do engenheiro da nave especial Scotty, na recente refilmagem de Star Trek do director J.J. Abrams, e que foi coberto de elogios ao atuar nas comédias Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso, conta que gostou do personagem, a quem deu um sotaque do East End londrino. “Buck atiçou minha imaginação. Ele é cheio de energia, excêntrico. Eu o vejo como uma combinação do Indiana Jones com o coronel Kurtz, personagem vigoroso mas doido, de Apocalypse Now”.
O espírito aventureiro e audacioso de Buck agrada aos irmãos gambás Crash e Eddie, que conhecemos em A Era do Gelo 2. Crash continua sendo o marsupial tagarela que adora esportes radicais e se meter em confusão. Junto com o irmão Eddie, Crash passa a acompanhar Buck, navegando pelo mundo sob o gelo e perseguindo dinossauros. “Crash e Eddie estão mais descontrolados que nunca; à medida que vão ficando mais velhos, ficam cada vez mais malucos”, conta Josh Peck, que dubla o personagem. Peck, que estrela a popular série de TV Drake & Josh, também comenta que não poderia ter tido um irmão melhor do que Seann William Scott, que dubla Eddie. Scott, que se destacou no cinema com atuações em filmes como American Pie e o recente Modelos Nada Corretos, gostou de repetir as travessuras da dupla Crash e Eddie com Peck, acrescentando que se identifica ainda mais com este terceiro filme. “Fiz o segundo filme para meus sobrinhos. A Era do Gelo 3 eu fiz para mim”, afirma.
Crash, Eddie, Manny, Ellie e Diego vão atrás do amigo Sid – e da mamãe dinossauro que o levou embora –, adentrando um misterioso mundo sob o gelo, que eles sequer sabiam que existia e é diferente de tudo o que já haviam visto. Esse mundo subterrâneo é povoado por dinossauros, e é uma grande novidade no universo de A Era do Gelo. É imenso e traiçoeiro, mas também lindo, tranquilo e maravilhoso. Tem tanto riscos e perigos quanto gratas surpresas.
Gareth Porter, que chefia o departamento de montagem, explica os desafios de dar vida a esse mundo: “Queríamos que fosse um mundo cheio de desafios, para que nossos personagens tivessem obstáculos a superar para atingir seus objetivos. Trabalhamos em conjunto com o departamento de design para definir as vastas paisagens; elas contrastam com os cenários mais intimistas, em que se pode desenvolver os personagens no decorrer de sua jornada, sem que isso seja ofuscado pela exuberância da paisagem. Num espaço tão amplo, o equilíbrio delicado entre o épico e o intimista ajuda a manter o público em sintonia com a história, a se sentir próximo dos personagens e a se empolgar com a ação emocionante”.
O diretor de arte Michael Knapp estabeleceu uma linguagem visual baseada nas cores, na iluminação e nas formas para ajudar a definir o mundo subterrâneo. “As cores desse mundo são exuberantes. Dá para sentir a umidade e ver a luz do sol sendo filtrada através da umidade. É uma espécie de terrário subterrâneo gigante”, ele descreve.
Iluminar esse mundo foi uma tarefa e tanto. “Eu não queria que parecesse uma caverna, então buscamos formas de fazer a luz ir até lá embaixo, para dar a sensação de se estar ao ar livre, e a sensação da passagem do tempo”, completa Knapp. O “céu” do mundo subterrâneo é literalmente uma imensa placa de rocha e gelo através da qual a luz passa. “Nosso ‘céu’ na realidade é um teto, então demos a ele uma tonalidade azulada”, destaca o supervisor de iluminação Haji Uesato.
Os habitantes desse mundo também representaram desafios singulares para os realizadores. Numa paisagem pós-Jurassic Park, não foi nada fácil, como observa Peter de Sève, inovar em relação a dinossauros. “Todos crescemos vendo representações de tiranossauros-rex, tricerátopes e braquiossauros no cinema”. Mas Peter de Sève, o diretor Saldanha e as equipes técnica e de criação se empenharam para introduzir espécies de dinossauro que ainda não tinham sido vistas no cinema, como é o caso do guanlong, carnívoro feroz que caçava em grupo, e que tem um esporão no focinho e penas na parte posterior da cabeça.
Peter de Sève trabalhou em conjunto com o departamento de maquetes, liderado por David Mei, para ajustar os personagens, os novos e os já conhecidos da legião de fãs de A Era do Gelo. Sobre os dinossauros, Mei ressalva que “são reais e assustadores, porém adaptados ao nosso filme e não totalmente fiéis ao mundo real”.
Acima desse mundo está um ambiente mais familiar para o público, a imensidão gelada que vimos no primeiro filme. Esse visual aparece bastante no novo filme, embora em A Era do Gelo 2 houvesse paisagens em que o gelo estava derretendo. “Em A Era do Gelo 3, o mundo voltou a esfriar”, explica Michael Knapp. “Houve um recongelamento. Ou seja, estamos saindo do outono para o inverno. No segundo filme estávamos saindo do inverno para a primavera, e neste se refaz a era glacial”.
David Mei e seu departamento de maquetes conceberam dois estúdios digitais, um para a paisagem congelada de cima, o outro para o luxuriante mundo de baixo, todos nos computadores dos Blue Sky Studios. Desenhar e construir os cenários em computador ofereceu vantagens ao dar vida aos dois mundos de escalas diferentes. “O computador não sabe que é um computador, então podemos dizer a ele que uma unidade equivale a um quilômetro. Quando construímos um cenário em computador, nós o fazemos em quilômetros, então o cenário subterrâneo tem literalmente o tamanho do Condado de Westchester. E podíamos filmar na direção que quiséssemos”, explica Mei.
Concluído o trabalho do departamento de maquetes com os cenários e os personagens, a equipe chefiada por Jeff Brodsky inseriu todos os ossos e movimentos nos personagens, bem como desenhou a estrutura dos esqueletos, musculaturas, expressões faciais e controles para as mandíbulas, sobrancelhas e cílios. O departamento de layout, liderado por Robert Cardone, cuidou da continuidade de tomada para tomada, garantindo que tudo fluísse. O departamento de animação, comandado pelo supervisor de animação sênior Galen Tan Chu, lidou com tudo o que se movia, desempenhando papel-chave na performance dos personagens. O ponto de conexão de todos esses setores era a edição, chefiada pelo editor Harry Hitner.
O 3D é um elemento novo no processo de realização de A Era do Gelo. O público de várias salas de cinema do mundo poderá ver seus personagens preferidos, além de fascinantes paisagens, em imagens 3D digitais. Mas os realizadores optaram pelo uso do processo sobretudo para proporcionar uma imersão completa, mais do que para surpreender o público com efeitos. “O 3D nos deixou mais conscientes da composição, do posicionamento da câmera e dos personagens”, diz Saldanha. E completa: “Eu não queria criar tomadas que gritassem, ‘Ei, olhem para mim!’ Se decidíamos que o 3D ia realçar uma tomada específica ou determinado ponto da história, então o usávamos, sem sacrificar a composição em 2D”.
O produtor John C. Donkin acrescenta: “Queríamos que o 3D intensificasse a experiência, não que fosse ‘a’ experiência. Não recorremos ao truque de ‘golpear a vista do público’ com efeitos. Não é necessário; o filme e os personagens são suficientes”.
“Fomos muito cautelosos e críticos para que produzíssemos o melhor 3D que pudéssemos”, enfatiza o supervisor estereoscópico Jayme Wilkinson. Ele cita algumas cenas de muita ação realçadas pelo 3D, como sequências de voo, e uma em que Sid tenta carregar os ovos de dinossauro. Mas outras cenas menos frenéticas também aproveitaram as características de imersão e diversão do 3D. “Quando Scrat está literalmente procurando a bolota e Scratita pelo cheiro, seu focinho toma conta do espaço. E quando conhecemos Scratita, pétalas de flor flutuam ao fundo e dá vontade de esticar o braço para pegá-las”.
O trabalho do desenhista de som duas vezes vencedor do Oscar Randy Thom também contribuiu para intensificar a experiência de imersão. Thom, cujos créditos recentes incluem os aclamados filmes de animação Ratatouille, Coraline e Horton e o Mundo dos Quem, criou sons únicos de dinossauro para os fofinhos filhotes, a mamãe tinossauro-rex, e o aterrorizante barionix albino Rudy. “O mais difícil são sempre as vozes dos personagens”, declara Thom, que também criou sons para o mundo derretendo de A Era do Gelo 2. “Nós nos desafiamos a ter sons de dinossauro mais grandiosos, melhores e mais assustadores que nos filmes que já haviam sido realizados com dinossauros”.
Thom conta qual foi a principal ferramenta ao captar as vozes das criaturas: “Saí por aí em busca de animais do mundo real para captar sons que pudessem ser manipulados, controlados e combinados com outros sons”. Para alguns dinossauros imensos, Thom começou gravando elefantes na África e na Tailândia. Em seguida, manipulou os sons, tornando-os mais graves, para que os dinossauros parecessem ainda mais robustos. Para o aterrorizante Rudy, Thom ajustou rosnados de elefantes gravados durante a época do acasalamento.
Para os dinossauros mais calminhos, que são vistos se alimentando de plantas, Thom usou sons de camelos. “Eles fazem barulhos engraçados. Quando limpam a garganta, parece que estão tossindo”, ele conta. Combinava perfeitamente com esse tipo de dinossauro.
Thom também cuidou do desenho de som de fontes esparsas de sons, como pássaros e anfíbios ao longe. Novamente, Thom fez escolhas inesperadas. Por exemplo, um pterodáctilo que emite grunhidos assustadores veio de um porco grunhindo. “De certa forma, os porcos voam neste filme”, brinca Thom.
O desenho de som foi perfeitamente complementado com a bela trilha musical de John Powell. Após ter sido responsável pelos dois filmes anteriores, Powell aproveitou a oportunidade de avançar com os temas musicais de nossos heróis e suas relações uns com os outros. A gestação de Ellie foi um desafio em particular, e outra prioridade era uma canção-tema para Buck.
Com o intrincado, demorado e desafiador processo de pós-produção quase concluído, Carlos Saldanha reflete sobre suas experiências com os personagens: “Adoro poder acompanhar esses personagens que todos parecem adorar, à medida que vão evoluindo. E é igualmente gratificante criar um mundo novo, cheio de energia e novas histórias”. Mike Reiss, um dos roteiristas, acredita que os filmes da franquia têm tanto apelo quanto outra famosa franquia de animação, Os Simpsons. Reiss ganhou quatro Emmy e um Prêmio Peabody pelo trabalho em Os Simpsons. “Os filmes A Era do Gelo atraem um público diferente, de maneiras diferentes. As crianças adoram a animação, o humor e a diversão, mas também há muitos elementos que agradam aos adultos, como a dinâmica entre os personagens”, ele comenta.
E quanto a futuras aventuras de Manny, Sid, Diego, Ellie, Scrat, Scratita e dos bebês mamute? Será que Manny e Ellie vão enfrentar conflitos por discordarem na criação dos filhos? Será que os eternos solteiros Diego e Sid encontrarão um par e se casarão? E Scrat e Scratita, encontrarão a felicidade a dois – e a bolota? Os realizadores não confirmam nada...por enquanto. Mas, conforme conclui Lori Forte: “Ainda há muitas histórias a serem contadas sobre esses personagens, e acho que o público vai continuar assistindo.
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