Por que será que tratamos a nossa juventude como rebelde? Quer dizer que nos tempos antigos, não havia rebeldia, não é? Claro que sim. A diferença é que isso acontecia em menor quantidade e os outros acontecimentos eram suprimidos pela família, ou seja, tudo acontecia “debaixo dos panos”.
No mundo em que estamos vivendo esse comportamento dos jovens não é uma surpresa, é? Sabemos que a adolescência é uma fase bastante confusa de aprendizagem, de dúvidas, de curiosidades. Além disso, as relações entre pais e filhos estão cada vez distantes e incompreensíveis e causada, principalmente, por uma grande influência da tecnologia.
Os comportamentos, agressivos ou passivos, dos adolescentes refletem na educação que seus pais deram desde o nascimento até a formação psicológica. A partir daí, eles já têm capacidade de administrar suas vidas, distinguindo o que é certo do errado e procurando aprender mais com a vida.
Agora, temos que analisar que a mídia tem uma grande parte de culpa nisso, pois consegue alienar os adolescentes dizendo que o importante na vida é ter somente: carro, poder, dinheiro e fama. E esquecem que o faz de um ser humano são valores como: dignidade, respeito, amizade, honestidade, sinceridade, confiança. É por isso que nossos pais ficam dizendo no meu tempo... Claro, eles não tinham a tecnologia, a pressão, as preocupações, as exigências de hoje. Eram momentos, épocas, filosofias, criações diferentes. Então não existe isso de ficar comparando entre um tempo e outro.
A nossa juventude só irá mudar a partir do momento em que nós criarmos uma consciência política, econômica, social e ambiental, e, se a criação dos nossos pais forem e servirem para algo no futuro.
Autor: André Ricardo