Obesidade
Muitos acreditam que a obesidade é decorrente de pessoas compulsivas, sem controle ou interesse em saúde.
Ao contrário disso, a obesidade é uma doença crônica, multifatorial, caracterizada pelo excesso de gordura (acima do limite saudável) no organismo, que põem em risco a qualidade de vida.
Quando a pessoa consume maior quantidade de calorias (ou volume de alimento nas refeições é grande) do que gasta em suas atividades diárias, o risco de aumento de peso multiplica-se, pois boa parte do excesso de calorias não utilizadas são armazenadas como gordura no corpo.
A pessoa pode ser diagnosticada obesa a partir do momento que se realizam exames clínicos e faz-se avaliação do estado nutricional (com medidas antropométricas e análise dos hábitos alimentares). Assim determina-se em qual dos três graus de obesidade a pessoa se encontra e qual tratamento será adotado pelo profissional (médico e/ou nutricionista).
É importante notar que a obesidade, normalmente, não acontece apenas por um único fator descrito abaixo, mas pela associação deles.Como:
- Comer exageradamente e/ou
- Menor gasto de calorias e/ou
- Metabolismo menos acelerado
A alimentação desregrada ou sem programação, a falta de atividade física regular, estresse, a falta de tempo, genética e hereditariedade influem no desenvolvimento da obesidade.
A obesidade é algo progressivo. Isto significa que se o indivíduo obeso não se tratar, poderá aumentar o peso cada vez mais.
Essa situação impulsiona o aparecimento de várias doenças, como por exemplo: hipertensão arterial, diabetes mellitus, infarto do miocárdio, derrame cerebral, alterações nos níveis de colesterol e triglicérides sangüíneos, problemas dermatológicos e ortopédicos etc.
Genericamente, podemos tratar a pessoa com excesso de peso com um plano alimentar personalizado e adequado, bem como incrementar a atividade física. O plano alimentar leva em conta as preferências e costumes da pessoa, bem como seu estilo de vida, porém equilibra as quantidades de alimentos às suas necessidades individuais.
Dicas:
- Consumir de alimentos ricos em fibras dietéticas, como: cereais integrais (aveia, centeio, fibra de trigo, granola etc), arroz, macarrão e pão integrais, verduras cruas, legumes cozidos no vapor e frutas com casca e/ou bagaço.
- Fracionar a dieta em 5 ou 6 pequenas refeições diárias.
- Controlar gorduras e óleos da dieta, bem como a reduzir o açúcar utilizado (balas, chocolates, biscoitos recheados, refrigerantes tradicionais, doces e cremes etc).
- Ter boa mastigação. Tomar tempo para uma refeição tranqüila, sem correrias.
- Manter-se ativo. Ficar menos tempo em frente à televisão e/ou computador.
- Estabelecer alvos alcançáveis para sua perda de peso.
O médico e/ou nutricionista podem orientá-lo quanto a isso.
- Praticar alguma atividade física regular e com acompanhamento de um profissional especializado e competente.
Não apenas adultos devem se preocupar, pois a obesidade está afetando também crianças e a gravidade é a mesma, independente da idade que aparece. Lembre-se de que a obesidade pode ser fatal se não tratada adequadamente!
Leslie R. de Barros – Nutricionista Clínica
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